quinta-feira, 29 de agosto de 2013

Vereadora Patrícia declara apoio à população na Audiência Pública sobre a destinação da antiga área do Estádio Santa Rosa


A vereadora Patrícia Beck esteve presente na audiência pública realizada na noite desta quarta-feira, 28, sobre a destinação da antiga área de Estádio Santa Rosa e a construção de empreendimento imobiliário no local. Muitos moradores não concordam com esta última alternativa. A reunião foi convocada pelas Comissão de Direitos Humanos, Cidadania e Defesa do Consumidor e pela Comissão de Obras, Serviços Públicos e Mobilidade Urbana.

A presidente da Associação dos Moradores dos Bairros Vila Rosa e Rio Branco, Raquel Agostini, salientou que a cidade vive um crescimento desordenado, e ponderou que a obra prevista para o local terá impacto em toda a vizinhança. “Ela está vindo de encontro ao que esperamos de um município que busca o crescimento sustentável.” Raquel apresentou diversos dados sobre o bairro, destacando que não há serviços públicos de saúde, educação, lazer e transportes disponíveis aos moradores.

O representante do corpo técnico da LZ Ambiental Consultoria e Serviços, arquiteto Cláudio Mendonça, disse que o estudo de impacto do local foi feito com um viés técnico. “Não fizemos um juízo de valor. Não temos nenhum vínculo com a empresa que está pleiteando o empreendimento. Concordo com o que foi dito aqui, mas não podemos perder de vista que estamos falando de uma área privada, e não de uma área pública.”

Alguns moradores deram suas opiniões:

Reinaldo Novaes questionou qual a coisa certa a ser feita. “Tecnicamente, é possível construir apartamentos, alargar ruas, até desalojar pessoas. Mas é isso o que se quer? Novo Hamburgo está perdendo seu maior patrimônio urbanístico: o espaço. Estamos seguindo um modelo falido. Não importa se a área é privada ou não.”

Juliana Sartori disse que os moradores estão muito preocupados com a obra, pois acreditam que trará muitos prejuízos. “Será que existe estrutura para atender essa demanda?”, questionou. Ela apresentou um vídeo sobre o bairro. Ane Mariane Silva relatou que, durante o verão, a falta de água é um problema frequente. “Se já não tem para nós, como vai ter para o dobro da população?”

Leonardo Greff disse que existem instrumentos jurídicos para transformar o espaço em área de lazer. E perguntou quais as contrapartidas da empreiteira e da Prefeitura, caso a obra seja executada. “O Município ainda não disse o que vai ser feito para a melhoria do bairro.” O secretário reiterou que o processo ainda está em fase de estudo de impacto de vizinhança.

O representante da MRV Engenharia e Participações S.A., Fábio Ruschel, afirmou que a empresa tem anos de mercado e nunca teve de parar um empreendimento. Ele garantiu que a construção a ser feita não ficará fora do padrão do bairro, e mostrou fotos obras feitas pela empresa.

A vereadora Patrícia Beck afirmou estar do lado dos moradores. “A comunidade está se sentindo enganada, pois houve promessas. Para planejar nossa cidade não podemos deixar de ouvir a população, e hoje estamos ouvindo reivindicações legítimas. Novo Hamburgo está virando uma cidade dormitório.”

Nenhum comentário:

Postar um comentário